GET OUT



Sem dúvida, a condição econômica das repúblicas latino-americanas é semicolonial, e, à medida que se intensifica o capitalismo e, conseqüentemente, a penetração imperialista, este caráter de sua economia se acentua ainda mais. Mas as burguesias nacionais, que vêem na cooperação com o imperialismo a melhor fonte de lucro, sentem-se suficientemente donas do poder político para não se preocupar com a soberania nacional. Estas burguesias na América do Sul, que ainda não conhecem a ocupação militar ianque, não estão predispostas a admitir a necessidade de lutar pela segunda independência. O Estado, ou melhor, a classe dominante, não sente falta de um grau mais amplo e certo de autonomia nacional. A revolução da Independência está demasiado próxima, relativamente, seus mitos e símbolos demasiado vivos, na consciência da burguesia e da pequena burguesia. A ilusão da soberania nacional conserva-se em seus principais efeitos. Pretender que nesta camada social surja um sentimento de nacionalismo revolucionário seria um erro grave.

José Carlos Mariátegui



DOWNLOAD - THE POLITICIANS
- PSYCHA-SOULA-FUNKADELIC - 1971~1972

http://www.mediafire.com/?147zwbq8rj5nvvj

1 Comments:

At 8 de dezembro de 2007 às 11:01, Anonymous zé da lua said...

a independência jurídica, a soberania num estreito sentido jurídico e político, com uma economia ainda inteiramente submissa aos interesses de burguesias transnacionais, significa a falácia da democracia, a mentira institucionalizada, a corrupção como normalidade, pois ao Estado controlado pelos interesses da burguesia só cumpre "representar" a vida democrática, isto é, fazer um "teatro" de democracia, uma simulação que pretende esconder sua intenção: manter o poder de quem já o exerce, ou seja, favorecer as oligarquias e não a população em geral...

falar de "autonomia popular" no terreno do Estado e dos partidos (tanto nos de direita quanto nos de esquerda) é impossível, sobretudo porque as "organizações políticas" mantêm inquestionável o conceito colonizador e autoritário de "Nação"

realizar um "nacionalismo revolucionário" é em primeiro lugar abolir da agenda política o ideal de "defesa da nação" (ideal militar)e propor o fim das fronteiras, isto é, destruir a noção de "país" e "pátria"... desse modo o conceito de nação não ficaria mais submetido à idéia de dominação de um território virtual, destacado do espaço geográfico continental, por um feixe de instituições medíocres estruturados por uma noção caduca de "república"... por "nação" se entenderia uma "cultura aberta", não-hegemônica, em conexão com outras "nações", formando-se assim uma "comunidade internacional" que abolisse a burocracia estatal, a polícia, o exército, o capitalismo e outros entraves para uma vida simples e selvagem...

contemple a lua cheia! dançe com a lua!

 

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